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Crónicas

Nesta secção farei um breve balanço de cada evento BTT que irei participar.

 

Dose dupla

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8 Horas de Ciclismo de Portimão

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O fim-de-semana passado foi de dose dupla. No Sábado, participei nas 8 Horas de ciclismo do Autodromo Internacional do Algarve; no Domingo competi na maratona da Glória do Ribatejo, prova a contar para a taça regional de Santarém. Para além de pedalar nestes dois eventos, a GoldNutrition, marca que represento, foi parceira oficial das 8H de Portimão e da Maratona da Glória do Ribatejo, tendo assim trabalho acrescido. Foi um fim-de-semana muito cansativo, com mais de 900km a conduzir, cerca de 150km a pedalar e muitas horas em pé. No final da semana estava tão cansado que fui adiando esta crónica, mas não podia passar de hoje, pois amanhã já tenho nova maratona e como tal nova crónica.

Na sexta-feira, depois de sair do armazém da GoldNutrition, já com a carrinha carregada com o material que iria abastecer os dois eventos do fim-de-semana, fui em direcção a casa para apanhar a minha esposa, que me iria apoiar na assistência GoldNutrition, e a bike de estrada. Esta tinha sido kitada, para andar no Autodromo, pela Bicigal, com rodas de carbono Spinnergy, as mesmas rodas que utilizei na Volta a Portugal que venci, no ano 2000.

Chegámos a Portimão, onde iriamos jantar, às 22h00. Após o jantar num dos nossos restaurantes preferidos de Portimão, fomos para Lagos procurar o aparthotel, onde iriamos ficar alojados, e que tinha sido reservado pela Parkalgar. No dia seguinte, pelas 7 horas toca o despertador. Foram poucas horas de sono, mas a partida da prova estava marcada para as 10h, e antes dessa hora tinhamos que ter todo o material da GoldNutrition montado e preparado para abastecer os cerca de 140 participantes deste evento.

O conceito das 8H de Ciclismo de Portimão, no Autodromo Internacional do Algarve, é inovador em Portugal e tem tudo para ser um sucesso. Uma ideia de Miguel Praia, motociclista da Parkalgar e que disputa o campeonato mundial Supersport, atleta patrocinado pela GoldNutrition e um amigo, que gentilmente me convidou para ser padrinho deste evento.As instalações do AIA são espectaculares, do mais moderno que já vi, não só ideais para os desportos motorizados, mas também para as bikes sem motor. A sala de briefing, as boxes onde podem ser acomodadas as equipas, os WC's em grande quantidade, a zona de restauração, vários monitores para irmos acompanhando os tempos em pista, e o próprio traçado da pista, com um desnivel significante proporcionando mais espectacularidade às provas. Neste dia o vento forte que se fazia sentir impediu que as médias de velocidade fossem mais elevadas. A minha volta mais rápida, e que acabou por ser o recorde nesse dia, foi de 6 minutos e 19 segundos, para os 4.600 metros da volta, dando uma média de 42km/h. Julgo que sem o vento forte desse dia, o tempo mais rápido por volta poderia andar na ordem dos 5'30''.

A minha equipa era constituida por Miguel Praia, Nelson e Sérgio Rosado (Anjos) e eu. O nosso objectivo principal era a diversão, disfrutar da companhia de amigos e pedalar sem stresse. Objectivo cumprido. Cada um de nós, pedalou cerca de duas horas, divididas por turnos de uma hora. Como forma de treino, nas duas horas que pedalei - uma hora de manhã e outra da parte da tarde - coloquei como missão, estabelecer o recorde da pista em bike (sem motor). A minha volta mais rápida da parte da manhã foi de 6'19'', e de tarde...exactamente igual.

As 8H de Portimão terminaram às 18h15. De seguida a cerimónia de pódio para as várias categorias em prova. Aqui vesti a pele de representante da GoldNutrition para entregar os vários prémios (Fast Recovery, Goldrink Premium e Goldrink) que a marca tinha para os primeiros classificados. Terminada esta cerimónia, por volta das 19h30, faltava apenas carregar a carrinha com o que restava do material GoldNutrition e rumar em direcção a Torres Vedras. O dia só terminou às 00h30, hora que chegámos a casa. Nessa noite tive que dormir á pressa, pois às 6 da matina iria tocar o despertador para mais um dia bastante cansativo.

Maratona da Glória do Ribatejo

_DSC3560 Domingo, dia de maratona em BTT na Glória do Ribatejo. A minha presença neste evento já estava programada há algum tempo, mas apenas como representante da GoldNutrition, para dar abastecimento e prémios da marca aos participantes da maratona. Inicialmente não tinha prevista a minha participação nesta maratona, no entanto, depois das férias do início deste mês, a vontade para treinar não tem sido muita, ou nenhuma mesmo. Quem disse que as férias faziam bem?  Quando isto acontece, nada melhor que me inscrever em todas as provas que há. Sempre servem de treino. O GeoRaid Serra da Estrela está aí à porta, e o meu colega de equipa - José Silva, não vai facilitar nada o andamento! Ele está cada vez mais forte. Por isso, seja em treino, ou em competição, a minha forma física tem que melhorar durante as próximas duas semanas ;)

Assim, inscrevi-me para a maratona da Glória do Ribatejo, primeira prova a contar para a Taça Regional de Santarém, com o único objectivo de treinar.

A partida estava marcada para as 10h, mas duas horas antes já estava na Glória, para montar a tenda GoldNutrition e a máquina que iria restabelecer a energia dos cerca de 150 atletas, com o novo Fast Recovery e Goldrink. Depois disso, levantar o frontal, preparar a bike, ainda deu para trocar o prato 42 para o 44, já que o terreno era muito plano, e às 10h, deu-se a partida.

_DSC3578 As sensações não eram nada boas, o dia anterior tinha sido muito cansativo, e as horas de sono muito reduzidas! Mas como o objectivo era treinar, não me preocupei, queria mesmo era pedalar bem e divertir-me :)

O percurso constituido por duas voltas de 37km, era muito, ou mesmo demasiado rápido. Praticamente sem subidas, a minha média foi de 27km/h! A prova desportivamente não teve muita história. Arrancou rápido, formou-se um grupo de cerca de 10 atletas, na única subida relevante do circuito acelerei e fiquei isolado. Mais tarde fui alcançado pelo elite Ismael Graça. Fomos juntos praticamente uma volta, mais tarde isolei-me de novo e fui alcançado de novo pelo Ismael a cerca de 2km da chegada. As pernas já não queriam andar e a energia era pouca. Chegámos juntos à recta da meta. No sprint ele foi mais forte. De qualquer forma, as classificações eram separadas. Ele ganhou o ecalão Elite e eu o escalão Master.

Esta prova foi a estreia da empresa Trilho Perdido como organizadora de eventos desportivos. A prova no geral estava bem organizada, apenas pequenos aspectos a melhorar. O conceito de circuito é muito interessante para este tipo de provas. Facilita a logistica da organização, e para os participantes também é uma mais valia, pois na segunda volta já não hesitamos em cruzamentos e na escolha de andamentos, e também não corremos tanto o risco de nos perdermos. De qualquer forma, prefiro as maratonas em que todo o percurso é uma novidade e de preferência que nos seja fornecido o track GPS; se tiver almoço, melhor ainda :)

Amanhã - Domingo, é dia de nova maratona do Regional de Santarém, desta feita em Coruche. E como tenho mesmo que treinar, lá vou eu. Desta vez não preciso de ir tão cedo, pois não tenho tenda GoldNutrition para montar.  Apesar de não ter treinado nada de jeito esta semana, espero estar em melhores condições físicas, pois descansei mais e melhor esta semana e sobretudo hoje.

Até breve.

Fresca ou natural?

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Maratona de Elvas

Fresca ou natural? E já agora, qual é o sabor? Epa, assim baralham um homem! Só estava a espera de uma simples… água.
Isto é apenas para dar um exemplo da qualidade do serviço desta maratona. Nas ZAs, para além da opção de água fresca ou natural, ainda tinham águas de vários sabores. Só não havia com sabor a caipirinha. Fica a sugestão para o próximo ano :)

Pela primeira vez desloquei-me ao interior alentejano para participar numa maratona de BTT. A escolha foi Elvas, primeiro porque me foi endereçado o convite, segundo porque a GoldNutrition iria dar apoio a este evento e terceiro porque tinha alguma expectativa em entrar num evento juntamente com nuestros hermanos. Cerca de 50% dos participantes eram espanhóis.

Fiz viagem para Elvas na sexta-feira de tarde. Saí directamente da GoldNutrition para Elvas ao volante de uma carrinha de caixa manual. E depois?! É que eu já não carregava numa embraiagem há mais de 2 anos! Epa, no final da viagem já quase tinha cãibras na perna esquerda de tantas vezes carregar no pedal da embraiagem! Bem, mal ou bem, cheguei a Elvas por volta das 21h.
O meu colega Rafael já me aguardava para irmos jantar juntos. Como é de Elvas, escolheu ele o restaurante. Jantámos amêijoas à bulhão pato, picanha ao alho e para finalizar, bolo de bolachaTongue out
Em seguida fomos à sede do Ciclo Clube BTT de Elvas, para conhecer as pessoas que estavam por detrás do sucesso do evento que iria ocorrer na manhã do dia seguinte. Mesmo numa grande azáfama, a ultimar os preparativos para que nada faltasse aos cerca de 300 participantes, a hospitalidade e simpatia foram sempre uma constante durante a minha visita à sede do CicloClube de Elvas.

Por volta das 23h30 dirigi-me ao hotel para finalmente fazer o check-in. Já no quarto tentei ligar-me á Internet para actualizar as minhas redes sociais – Twitter e Facebook, mas a minha placa de rede não apanhava cobertura. Ainda antes de adormecer coloquei o track da maratona, que tinha sacado há 2 dias da net, no meu Garmin Edge 705. Programei o virtual partner do meu Edge para uma média de 27km/h, para os cerca de 75km do percurso. Pensei, se consegui fazer o Alvalade – Porto Covo -Alvalade, que tinha 123km, a uma média de 27,2km/h, também conseguiria fazer esta, com menos quilómetros, aos mesmos 27km/h.

Às 7h15 tocou o meu despertador, preparei a roupa para a maratona, fui tomar o pequeno-almoço às 7h30, hora que abria a sala. Croissant, uma fatia de bolo de iogurte, pelo menos parecia ser, iogurte e café. Não podia comer muito, pois faltava apenas uma hora para a partida da maratona.

Em seguida dirigi-me para o centro de Elvas. Havia placas as indicar a partida. Dois dedos de conversa com alguns amigos, nomeadamente o Fernando Carriço. Que passados muitos anos sem lhe por a vista em cima, começou agora também a participar em algumas maratonas de BTT. O Fernando, foi meu adversário na estrada, no escalão júnior (1988) e colega de equipa no ano seguinte no Troiamarisco. Grande ciclista, chegou a vencer várias provas e inclusive foi campeão nacional de ciclo-cross sub-23. Agora está de volta no BTT.

4650598223_74934036d6_o Partida às 9h00. Demos uma volta pela cidade de Elvas, e o quilómetro zero estava instalado à saída de Elvas, depois de pedalarmos uns 5-10 minutos atrás do carro da PSP. A partida oficial foi rápida, e em menos de 3 quilómetros só já íamos 4 atletas na frente. Um deles era o Fernando Carriço.

O percurso quase não tinha subidas, mas o piso tinha muita pedra, quando não era a pedra, era a dureza e a irregularidade da terra batida que fazia com que a bicicleta tivesse dificuldade em progredir. De vez em quando olhava para trás para ver se não perdia os meus colegas de “fuga”. Aos 10 quilómetros só já ia o Fernando comigo. Como não queria fazer tantos quilómetros a solo, coloquei um ritmo vivo mas que ele aguentasse. Só que mais poucos quilómetros mais á frente ele diz-me:” Vitor, é melhor ires andando. É que eu vou só fazer os 50km!” E pronto, lá perdi eu o meu último colega. A partir daí segui sozinho, a minha luta a partir daí era conseguir bater o tempo do Virtual Partner do meu Garmin Edge. Esta tarefa não se adivinhava fácil, pois ao quilómetro 25, eu já levava 1 quilómetro de atraso! Significava que ao ritmo que eu levava, não conseguiria fazer os 27km/h de média que eu previra para esta maratona. Mas cada vez que eu tentava acelerar mais o ritmo, a Corratec saltava cada vez mais. A pedra e a irregularidade do piso eram demasiadas para uma rígida. Ainda por cima tinha colocado demasiada pressão nos tubeless.
No segundo abastecimento apanhei uma água (natural com sabor a maçã). E foi o único abastecimento que apanhei. A comida que levava nos bolsos também não lhe toquei. O pequeno-almoço tinha sido muito em cima da maratona. Uma hora de intervalo é muito curto. Durante grande parte da maratona senti o croissant na garganta.

Os últimos 5 quilómetros do percurso, foram os mais espectaculares. Contornámos as muralhas de Elvas e do castelo.
A meta estava instalada mesmo no coração da cidade. No final, a vitória foi para o meu Virtual Partner com 4 minutos de avanço sobre mim :) Eu fiz média de 26km/h, o virtual partner, se bem se lembram, fez 27km/h.

Cortada a meta, tinha a tenda da GoldNutrition montada e o meu colega Rafael á minha espera (e de todos os participantes) com Total Whey e Goldrink fresquinhos. Só faltava aguardar que chegassem o 2º e 3º classificados, para se fazer a entrega de prémios imediatamente no local. Aguardei cerca de 20 minutos.
Entrevistas, fotos e entrega de prémios feita, em seguida fui de bike para a partida, onde tinha deixado a viatura. Os banhos também eram no local da partida. Água com fartura e quente, diga-se.

(continua)

De volta à Serra da Estrela

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IMG_0001 Após 50km de BTT e 450km de automóvel, chegámos a Manteigas ao final da tarde de Sábado.

A primeira coisa que fiz foi passar pelo secretariado para levantar o frontal. Não dei com o local à primeira, as sinalizações não eram as melhores! Em seguida e desta vez com mais facilidade, dirigi-me à albergaria Berne onde ficaria instalado até ao dia seguinte. Para facilitar acabei também por jantar lá. Nesta albergaria estavam também 4 equipas que iam participar no nacional. Achei engraçado, e ao mesmo tempo fez-me recordar os anos em que eu era ciclista profissional, o facto de todos eles terem encomendado esparguete para o jantar. É sinal que levam a coisa a sério, não descurando a importância de uma adequada alimentação para este tipo de esforço físico, longo e intenso. Eu por outro lado, mandei-me a um bacalhau com broa acompanhado de um tinto da região. É que apesar de continuar a  gostar de competir - o chamado “bichinho” ainda está vivo - já não faço quaisquer sacrifícios nem me preocupo para manter a melhor performance física, seja na alimentação, no treino ou até no descanso. Agora como aquilo que realmente me apetece e não aquilo que eu sei que é o mais indicado para estar nas melhores condições de disputar as várias competições de BTT em que participo. Analisando bem o meu passado desportivo, desde os meus 14 anos até aos 34, sempre me preocupei em fazer o melhor que sabia para estar ao melhor nível competitivo possível. Isto acarretou várias privações, sobretudo na alimentação e na sociabilização. Agora, costumo dizer aos meus pupilos: “Faz o que eu digo, não faças o que eu faço”.

Após o belo jantar, que terminou com um arroz doce, o dia já ia muito longo e cansativo, e às 22h30 já estava no quarto, pois o despertador iria tocar às 7h15.

O dia do meu primeiro nacional de BTT tinha chegado. Às 7h30 dirigi-me à sala de pequeno-almoço. Na mesma hora as 4 equipas hospedadas também começaram a chegar. Mais uma vez a diferença na alimentação. Enquanto eu comi o que havia disponível, que já não era nada mau: bolo, pão, manteiga, iogurte e café, as equipas tinham encomendado, de novo, esparguete. Depois de tantos anos a comer esparguete ao pequeno-almoço, era incapaz de voltar a fazê-lo! Mas de facto é o mais indicado para quem vai pedalar mais de 4 horas.

IMG_0006 Em seguida os preparativos para a maratona. Finalmente tirar a bicicleta do carro, montar rodas, olear corrente, verificar pressão dos pneus e da suspensão, preparar material suplente, dois bidões com Goldrink Premium na bike e mais quatro para a Lena me entregar nas ZAs. Ás 9h30 dirigi-me para o local da partida, que estava a apenas 1 quilómetro da albergaria. Rapidamente procurei uma sombra, pois o sol estava muito forte e mais de 30ºC.

Às 10h15 começam a chamar os atletas para as respectivas boxes da partida. O meu dorsal era o 465, o que significou partir lá bem detrás de todo o pelotão! Só para terem uma ideia, quando dão o tiro de partida, demorei cerca de um minuto a passar pela linha da partida. Eu, e os restantes veteranos B e C.

As minhas expectativas para este nacional eram limitadas. Sabia que tinha muitas possibilidades de ser campeão nacional de Veterano B. Mas sinceramente este título para mim não significa muito, ou mesmo nada. Caso contrário, não teria feito a meia-maratona da Cabeça Gorda um dia antes, e pelo meio 500k de carro, churrasco de porco no Alentejo, bacalhau com broa em Manteigas, cerca de 4-5 imperiais, etc. Mas mesmo assim, não custava nada tentar Wink Eu sabia que o meu grande adversário seria o Fernando Duarte, homem do BTT há vários anos, vencedor da última prova da taça de XCO, bom trepador e maluco a descer. O único trunfo que eu tinha, era a minha experiência na gestão do esforço em provas longas. No final da primeira subida, com mais de 10km, eu e o Fernando Duarte, já tínhamos chegado até ao top 10. Recuperação fantástica. Mas assim que começou a primeira grande descida, cheia de pedra solta e muito íngreme, o Fernando e mais uns 4 atletas que iam connosco simplesmente desaparecem em menos de 5 minutos. Nessa primeira descida com cerca de 5km, deverão ter-me ganho uns 2-3 minutos! Eu só pensava em chegar inteiro ao final. Nesta altura também senti falta de uma bike full-suspension. Tanta pancada levei nos costados!

Acabada a descida, inicio de outra subida longa, conseguia alcançar alguns atletas que tinha deixado fugir na descida e reduzi o tempo para o Fernando Duarte, mas não o alcancei. Depois da segunda subida, nova descida técnica, e mais tempo perdido. E assim foi até final. Ganhava um minuto a subir, perdia dois a descer. No final, cheguei a cerca de dois minutos e meio do Fernando Duarte, e o título de vice-campeão de Veteranos B em BTT. Quem diria, lol

IMG_0013 Como referi, este titulo nada significa para mim. A minha ida a Manteigas valeu sobretudo para ver o José Silva a concretizar o seu objectivo – sagrar-se campeão nacional de Veteranos A, e ainda por cima de uma forma espectacular, á frente dos Elites; e pelo recordar de uma zona do país que me deu muitas alegrias, e tristezas, nos 12 anos que fui ciclista profissional.

Várias conclusões posso também tirar desta minha participação num nacional de BTT. Definitivamente estes eventos, mais competitivos, não são a prioridade para mim. O espírito competitivo e a tensão que paira nestas provas e nos seus participantes, mesmo não sendo de cariz profissional, é muito elevado. O que pretendo sobretudo do BTT é desfrutar da companhia, das paisagens, aliviar o stress da semana de trabalho, e ao mesmo tempo ir alimentando pouco a pouco o tal bichinho da competição que tenho dentro de mim. Se assim o entenderem, transmitir também a minha experiência a quem a quiser receber.

Em relação ao percurso, adorei sobretudo as longas subidas, mas também gostei das descidas. Um pouco técnicas, algumas obrigaram-me a desmontar da bike. Mas é pura aselhice minha, ou será demasiada prudência, não sei! Mas quem não sabe ir mais depressa, vai mais devagar, foi o meu caso. De qualquer das formas o mais importante para mim, é gozar os trilhos e não me magoar.

IMG_0016 Quando cortei a meta, após 3h57 a pedalar, recebi a feliz notícia que o José Silva tinha conseguido o seu objectivo principal da temporada - o título de campeão nacional. Só isto já compensou a minha viagem a Manteigas.

Após a conclusão da prova, tivemos que aguardar pela cerimónia do pódio. Enquanto não era hora, fomos a uma pizzaria no centro de Manteigas para almoçar. Duas fatias de pizza e uma cerveja Smile

Após a cerimónia do pódio, direcção a Lisboa, e assim terminava um longo fim-de-semana cheio de pedaladas, convívio e muitos quilómetros de carro.

Parabéns aos vencedores das várias categorias. E a todos os que conseguiram terminar esta prova. Houve imensos desistentes face á dureza do percurso.

Números do nacional: 74k, 3h56, 19km/h, 2.660mts de subida acumulada. Consumo de 3824 KCal, média de 79% da FC Máx.

As classificações estão AQUI»»

Alimentos/suplementos ingeridos: Antes da prova- 3 BCAA, 3 Lacticell; durante – 4 Extreme Gel, 1 Extreme Bar, 1 Extreme Cut Explosion; Após o final – 1 Total Whey + Creatine Power Mix; Pizza e 1 cerveja Wink

Próxima presença: Maratona Cidade de Elvas, já no próximo Sábado.

Uma nova perspectiva

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Sábado, dia 22 de Maio, dia da Maratona “Por Terras de Mato”, na típica aldeia alentejana da Cabeça Gorda, a cerca de 15km a Sul de Beja.

IMG_0001 Este é daqueles eventos que marco na minha agenda de um ano para o seguinte. A hospitalidade e a simpatia do Clube BTT Ferrobico e do meu amigo Zé António, impedem-me que falte anualmente a esta festa do BTT. É sempre um fim-de-semana em grande, em que começa sempre na sexta-feira com um jantar na casa de pasto O Caçador e que termina com um almoço e entrega de lembranças debaixo de um sobreiro centenário, sob o calor alentejano. Pelo meio, uma noite no espectacular Monte da Corte Ligeira, e o desfrutar de alguns quilómetros em BTT pelos montes alentejanos na companhia de amigos. E precisamos de mais que isto, para esquecer o stress de uma semana de trabalho?

 

Este ano, para além da Lena, minha cara-metade, que também participou na meia-maratona e do meu amigo Bruno Espinha, a equipa foi reforçada com o Nelson e o Sérgio Rosado, mais conhecidos por Anjos, mas que desta vez não levaram microfones, mas sim as suas BTT, que até eram á estreia.

 

O ponto de encontro desta dream team, foi em Beja às 20h30. De seguida dirigimo-nos à sede do clube Ferrobico, na Cabeça Gorda, para levantar os sacos com os respectivos frontais e as ofertas. Como convidados tínhamos umas ofertas personalizadas (foto ao lado).

Em seguida, conduzi os meus amigos até ao Caçador. Já imaginava o que nos aguardava. O Bruno Espinha e a sua companheira Ana, já lá tinham estado o ano passado, mas o Nelson e o Sérgio não. Quando se entra no espaço, não se dá nada pelo restaurante, da primeira vez que lá entrei, há 3 anos, pensei: “É aqui que vou jantar?!” Conduziram-nos para uma sala, por detrás do balcão, e sentaram-nos numa mesa corrida. Ementa não havia. O Sr. João, sempre acelerado, mas sempre disponível para conversar e dar atenção aos clientes, que acabam por se tornar amigos, rapidamente começa a encher a mesa com petiscos caseiros – queijo semi-curado, presunto, chourição, tordos,… Depois disto, e entre dois dedos de conversa, traz uma grande travessa com entrecosto no forno, muito bem temperado e macio, batatas fritas caseiras e arroz. A acompanhar um tinto também caseiro.

 

IMG_0006 Com tudo isto saímos de lá sempre depois das 23h00, bem alegres e sem nos lembrarmos que no dia seguinte teríamos que acordar cedo para umas boas horas de BTT. Este filme tem-se repetido nos últimos 3 anos. À saída do Caçador, ainda houve tempo para os Anjos darem alguns autógrafos a algumas fãs que os identificaram. Surpresa minha, também me conheceram! Nas mesmas folhas de papel, foram os nossos autógrafos.

 

Em seguida, a árdua tarefa, de lembrar-me do caminho para o Monte da Corte Ligeira. Com indicação do Sr. João, apontei para uma estrada, só que na direcção contrária! Aí o tintol! Cinco minutos depois, liguei para o Zé António, que estava no terreno a conferir as marcações do percurso, e lá me deu novas coordenadas para a casa de turismo rural.

Depois de uma noite bem passada, o pequeno-almoço começou a ser servido às 7h45, no Monte da Corte Ligeira. Bolo caseiro, pastéis de requeijão, café e iogurte. Maravilha! Preparámos as bikes no próprio local e saímos de lá a pedalar para a partida. Foram cerca de 15 minutos a pedalar e sentir a brisa da manhã. Às 8h30 já faziam mais de 22ºC.

 

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Chegados ao local da partida, ainda houve tempo para umas fotos, entrevistas ao speaker oficial e discurso do grande impulsionador deste evento, o amigo Zé António.

 

Este ano, e pelo facto de ter colocado no meu calendário o Campeonato Nacional de Maratonas, que foi no dia seguinte em Manteigas, encarei a minha participação numa perspectiva diferente. Fiz apenas a meia-maratona e em ritmo de passeio. Até levei máquina fotográfica, e parei em todas as Zonas de Abastecimento (uma delas parecia mais um casamento). Coisa rara! Inicialmente na companhia da Lena, e passados uns quilómetros acompanhei o Nelson Rosado. Deu para tudo, para fazer umas fotos às belas paisagens, provar os deliciosos bolinhos de gila das ZAs, ajudar um atleta com uma corrente encravada na cassete, e levar com bastante pó na cara, coisa que não estava habituado:) No final, foram 48km em 2h40. O facto de ter sido feito num ritmo bastante calmo, acabou por amassar um pouco. O percurso este ano, era um pouco mais difícil, com constante sobe e desce, mas muito bonito de se ver e sentir.

 

 

Esta diferente perspectiva também me mostrou uma coisa agradável e ao mesmo tempo desagradável. Vi muitos pacotes de Extreme Gel da GoldNutrition no chão! Se por um lado significa que a GoldNutrition é das marcas mais consumidas no BTT, por outro mostra o total desrespeito pela natureza e o que é de todos nós! Custa alguma coisa, ingerir o gel ou barra, de preferência da GoldNutrition, e depois colocar as embalagens no bolso e deixá-las no próximo ZA ou mesmo levá-las até ao final?!

 

IMG_0021 Um outro pormenor que me chamou a atenção, foi a paciência do proprietário de uma das herdades que atravessámos, ter colocado dezenas, senão centenas, de bandeiras nacionais durante quilómetros de percurso. O mais curioso ainda é que esse senhor é espanhol!

Acabado o passeio, dirigimo-nos ao Monte para tomar banho e buscar as viaturas. O próximo passo era o típico almoço debaixo de um enorme sobreiro. Churrasco de carne, uma enorme variedade de acompanhamentos e sobremesas, salada de frutas, gelatinas, gelados. E não podia faltar as imperiais bem fresquinhas e o café no final.

 

O pior estava para vir. A viagem até Manteigas! Mais de 450km. Mas antes disso ainda parámos em Beja, num Elefante Azul, para lavar a minha Corratec de forma a estar em condições para o Nacional do dia seguinte. A condução da minha carrinha foi dividida entre mim e a Lena. Enquanto ela conduzia eu passei pelas brasas. Ainda tentei actualizar o meu Facebook, mas a Internet estava sempre a cair.

Eram 19h55 quando chegámos a Manteigas, ainda a tempo de apanhar o secretariado aberto para levantar o meu frontal para o Nacional.

Zé António, para o ano conta comigo novamente, mesmo que haja maratona de competição nesse mesmo fim-de-semana. Eventos com a qualidade do vosso, são prioridade para mim.

Raid Alvalade-Porto Covo

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4614896108_590617f78b Pelo terceiro ano consecutivo participei, no Domingo Passado, no Raid Alvalade - Porto Covo - Alvalade. Este evento tem uma filosofia diferente em relação às tradicionais maratonas - não tem classificação nem controlos de passagem. É uma opção da organização. Julgo que a razão principal será facilitar e aliviar a organização e logistica do evento. O simples facto de haver uma classificação, obriga a vários controlos de passagem durante o percurso, a cronometragens no final das várias distâncias do evento, e possivelmente a prémios. Por outro lado, o facto de não haver classificações, faz com que não haja o stress da colocação na linha de partida e a confusão dos primeiros quilómetros, algumas vezes com quedas. Não quero com isto dizer que prefiro estes raides em detrimento das maratonas com classificação. O bichinho da competição está dentro de mim :) De qualquer forma, de vez em quando é muito bom pedalar sem ter que pensar em chegar no melhor lugar possivel.
Este raid, que já vai na 12ª edição, tem duas distâncias: Alvalade - Porto Covo, este ano com 70 quilómetros, e Alvalade-Porto-Alvalade que este ano deu 123km. Percursos muito rolantes, a maioria em estradões arenosos tipicamente alentejanos, mas com alguns single-tracks fabulosos, nomeadamente o da "amazónia", com cerca de quatro quilómetros pelo meio de vegetação muito alta, e perto do final, um novo trilho, com vários quilómetros e muito estreito, junto ao canal que irriga os campos agricolas do litoral alentejano. A mais pequena desatenção e íamos ao charco!
Mas um dos ex-libris deste evento, e que toda a gente fala, são as sandes de carne assada que são servidas na também já tradicional Zona de Abastecimento da Barragem de Campilhas. Confesso que nunca as tinha provado, até este ano, pelo simples facto que não gosto de parar nas ZAs. Mas este ano, essas mesmas sandes também se encontravam no final da maratona, em Alvalade Laughing Assim que cheguei à "meta", puseram-me um sandes dessas na mão junto com uma imperial fresquinha. Não fui capaz de dizer que não :) Que maravilha! Depois de 4h30 a pedalar, soube que nem ...sandes de carne assada com imperial! O pior foi a garganta, que estava a curar de uma valente inflamação, e a imperial não terá sido o melhor remédio! Resultado: voltei a piorar da minha constipação.
Quanto à maratona propriamente dita, não há muito a contar. Mais de 1500 betetistas marcaram presença este ano em Alvalade. Ás 9h00, já com uma temperatura bastante agradável, deu-se o tiro de partida.  Até aos 75km - Porto Covo, e que coincidia com o final da meia-maratona, a única dificuldade do percurso foi a serra do Cercal. Subida de aproximadamente 2-3 quilómetros. Neste evento, o resultado desportivo não é relevante. O convivio e o disfrutar da paisagem são o prioritário. Até Porto-Covo fui quase sempre acompanhado por mais atletas. No single-track da Amazónia, ainda dei um valente voo por cima da bike. Enfiei a roda da frente num buraco coberto por vegetação, e lá vai ele, parecia o super-homem! Nessa altura ía na frente com mais um atleta. Ele ia na minha frente e nem se apercebeu do meu voo. Só o voltei a alcançar passados uns 15 minutos.
Na segunda parte do percurso - regresso a Alvalade, passámos de novo pela serra do Cercal. Aí fiquei isolado na frente e fiz sozinho os cerca de 60km que ainda faltavam para o final. Sempre em ritmo rápido mas confortável.
No final dos 123km de percurso, tinha 4h30 a pedalar. Apesar do percurso não ser o mesmo do ano passado, retirei cerca de 25 minutos ao meu tempo.  O simples facto de participar quase todos os fins-de-semana em eventos de BTT e  puder treinar ás quarta-feiras, tem-me dado uma preparação física muito superior à de anos anteriores. Passados cerca de 10 minutos começaram a chegar a conta gotas os restantes aventureiros do Alvalade-Porto Covo-Alvalade, um dos mais antigos raides de BTT a nivel nacional.
Resta-me dar os parabéns à Secção de BTT do FC Alvaladense, pela organização deste excelente evento, e o meu sincero agradecimento pelo convite. E para o ano lá estaremos de novo.
Números do Raid: 122km, 4h31, 27,2km/h, 1300mts de subida acumulada. Consumo de 4.321 Kcal, Média de 77% da FC Máx.
Alimentos/suplementos ingerido: Antes do raid - 3 BCAA, 3 lacticell, 1 LCarnitina 2000. Durante - 2.500ml de Goldrink Premium, 1 Extreme Gel e 1 Extreme bar. Após - batido de Total Whey + Creatina Power Mix, 2 sandes de carne assado e uma imperial.
Dados completos no Diário Garmin.
Já de seguida o rescaldo da Maratona "Por Terras de Mato" - Cabeça Gorda, e do Nacional de XCM em Manteigas :P
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